ALÉM DA UCRONIA






A ucronia conduziu-nos à procura das histórias que não nos foram contadas, mas que formam a nossa memória sobre acontecimentos que não vivenciámos. Apresentada por Charles Renouvier como utopia do tempo passado representa a história não como ela foi, mas como poderia ter sido. Alessandro Portelli, retoma este conceito, usando-o para problematizar a forma como as memórias são transmitidas e a história é construída. A ucronia tem uma dimensão ficcional que permite refletir sobre o presente, sobre o passado e sobre o futuro a partir da construção de uma narrativa que de forma consciente ou inconsciente, advém do cruzamento da memória do que aconteceu e da que se desejou que tivesse acontecido. Consequentemente, possibilita resgatar e conhecer projectos derrotados, que incorporam em si mesmos a alternativa de uma outra história. Por essa razão, incluímos aqui histórias que foram silenciadas e marginalizadas, abrindo a possibilidade de inclusão das múltiplas realidades que co-existiram.

Catarina Laranjeiro
João Baía
Marta Leite

Exposição “Além da Ucronia – histórias não vividas do 25 de Abril” – Inaugura sábado, 26 de abril, pelas 16h00.
De 27 de Abril a 6 Julho

No âmbito desta exposição, terão lugar as seguintes visitas guiadas pelos curadores Marta Leite, João Baía e Catarina Laranjeiro:

Dia 10 de maio, pelas 15h00
(Marta Leite, João Baía e Catarina Laranjeiro)  

Museu do Neo-realismo

Rua Alves Redol 45,
2600 Vila Franca de Xira,
Portugal

Ciclo de Conferências e de Cinema Documental | Exposição “Além da Ucronia – histórias não vividas do 25 de Abril”



 Exibição dos filmes 'PORTO, 1975' de Filipa César e 'CONTINUAR A VIVER (OS ÍNDIOS DA MEIA-PRAIA)', de António da Cunha Telles | Auditório do Museu do Neo-Realismo | 3 de maio pelas 16h00



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